Coisas acontecem sem notícias, mas com pistas.
A neurose é escolha sua, mas quando envolve àquilo que selecionou a única saída é ser maníaca.
De olhos vendados, tateia a realidade e consegue ver mais escuro que sua condição.
Indistintamente, o escuro vem a ser a pista em busca do fato.
Uma fugaz percepção é o acúmulo de aflição num volume de horror.
A partir do fato registrado da vigorosa linha imaginária, não se desfaz.
Na trincheira morde os lábios.
Sensibilidade que gela e rói, dói como bolso furado quando há de pagar a conta.
Circunscrita na fantasia, abandonar este estado extravagante é psicótico.
Ora! E se o fim fosse aqui? A interrupção:
O que não continua iria me perseguir com passos invisíveis,
ou simplesmente uma ruptura rígida me faria suspender o passado e deixá-lo atravessar sem resistência.
Não seriam livres de escoriação, habitaria ainda o medo, a dúvida, a perda.
O roubo, que justiça resolveria isso, se acontece às claras.
Vivo esquecida.
Minha Vida é um Fluxo ININTERRUPTO
De dentro para fora e de fora para dentro: o encontro. Comigo e com os outros...continuamente.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
janela para dentro
Aos dezoito anos Sofia conheceu Xavier de cinquenta e cinco anos.
Um homem abastado, de família tradicional e conhecido como possuidor de milhares de cabeças de gado.
Manteve Sofia em troca de sua beleza e juventude que foi se escondendo da sociedade local inclusive dos parentes mais próximos.
Temeroso de ser abandonado, sua atitude machista era o reflexo de sua insegurança.
Sofia só frequentava médicos do sexo feminino e se vestia com roupas taciturnas.
Dos quatro filhos nascidos do dono das terras, apenas um era homem.
Cresceram numa grande casa aos cuidados de funcionárias, enquanto Sofia cuidava de uma profunda depressão.
De dentro de sua solidão cercada, muito próxima do abismo social e da geração distante de seu parceiro. Tinha uma força pungente que assoprava o destino seguro dos seus.
Não vacilava na educação rígida e casta das meninas e não economizava na elegância e esperteza despertada em seu primogênito.
Mas doente da falta de alegria jovem, cenários coloridos e experiências doces, espetava todo o amor confortável e malemolente como um dedo indicador em riste apontado para o progenitor.
Sem saber que tinha escolha, ficou sem dúvidas e sua estima carcomida.
A casa foi reformada para refugiar as meninas.
Dormiam num quarto com a janela com vista para o lado de dentro e sem espelhos em seu interior.
Às noites eram trancadas para não saberem da desordem e privilégios do irmão mais velho.
Sem acesso a luz não tinham do que reclamar, eram filhas das trevas sem ciência de sua escuridão.
Os prazeres despertados era a leitura da biografia de santas.
A iluminação estava na proteção divina, uma vez que Xavier faleceu na juventude da prole.
Sofia conheceu o esconderijo e só sabia transmitir isso.
Mesmo com a morte de Xavier, além de taciturna, virou uma viúva sombria.
Um homem abastado, de família tradicional e conhecido como possuidor de milhares de cabeças de gado.
Manteve Sofia em troca de sua beleza e juventude que foi se escondendo da sociedade local inclusive dos parentes mais próximos.
Temeroso de ser abandonado, sua atitude machista era o reflexo de sua insegurança.
Sofia só frequentava médicos do sexo feminino e se vestia com roupas taciturnas.
Dos quatro filhos nascidos do dono das terras, apenas um era homem.
Cresceram numa grande casa aos cuidados de funcionárias, enquanto Sofia cuidava de uma profunda depressão.
De dentro de sua solidão cercada, muito próxima do abismo social e da geração distante de seu parceiro. Tinha uma força pungente que assoprava o destino seguro dos seus.
Não vacilava na educação rígida e casta das meninas e não economizava na elegância e esperteza despertada em seu primogênito.
Mas doente da falta de alegria jovem, cenários coloridos e experiências doces, espetava todo o amor confortável e malemolente como um dedo indicador em riste apontado para o progenitor.
Sem saber que tinha escolha, ficou sem dúvidas e sua estima carcomida.
A casa foi reformada para refugiar as meninas.
Dormiam num quarto com a janela com vista para o lado de dentro e sem espelhos em seu interior.
Às noites eram trancadas para não saberem da desordem e privilégios do irmão mais velho.
Sem acesso a luz não tinham do que reclamar, eram filhas das trevas sem ciência de sua escuridão.
Os prazeres despertados era a leitura da biografia de santas.
A iluminação estava na proteção divina, uma vez que Xavier faleceu na juventude da prole.
Sofia conheceu o esconderijo e só sabia transmitir isso.
Mesmo com a morte de Xavier, além de taciturna, virou uma viúva sombria.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
insuficiência
A lei, a lei maior não me enumera.
Mentira!
O ilimitado, no conflito convencionado.
Histórico impresso nos materiais,
remetido à lembrança.
Alegria conservada.
Futuro sem código,
avança contradito à organização.
Ditames populares no fino trato,
concebem a lei mais baixa.
Pixada no chão, nascente no asfalto.
Insuficiência e remoção.
Teima competência,
Sem garantia, declara afirmação:
à dor, concreta.
Material de depuração.
Pedrinha de caminhão de carga na mão,
destino ao cimento.
Lisa, faz uma trança e deixa sua crença.
Mentira!
O ilimitado, no conflito convencionado.
Histórico impresso nos materiais,
remetido à lembrança.
Alegria conservada.
Futuro sem código,
avança contradito à organização.
Ditames populares no fino trato,
concebem a lei mais baixa.
Pixada no chão, nascente no asfalto.
Insuficiência e remoção.
Teima competência,
Sem garantia, declara afirmação:
à dor, concreta.
Material de depuração.
Pedrinha de caminhão de carga na mão,
destino ao cimento.
Lisa, faz uma trança e deixa sua crença.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
guardinha
Vigilante noturno,
Ausente do sono, marcado pelo ponteiro,
este, local, que descansa a Terra.
Velam pelos outros para seus desvelos.
Se privam em prol dos prazeres privados.
Em sua inversão guarda o romeiro e o progresso.
Coopera com o gesto silente, cheio de idéias em seu útil fim.
Apitos diligentes. Rebatem: ladrar de cães e gatos estridentes.
Detecta a intenção do larápio e o confronta com seu coturno.
Acordado deixa os outros entrarem em estado de sono.
Alerta, pisca a consciência normal de todos.
Ausente do sono, marcado pelo ponteiro,
este, local, que descansa a Terra.
Velam pelos outros para seus desvelos.
Se privam em prol dos prazeres privados.
Em sua inversão guarda o romeiro e o progresso.
Coopera com o gesto silente, cheio de idéias em seu útil fim.
Apitos diligentes. Rebatem: ladrar de cães e gatos estridentes.
Detecta a intenção do larápio e o confronta com seu coturno.
Acordado deixa os outros entrarem em estado de sono.
Alerta, pisca a consciência normal de todos.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
pele
A beleza depende da fresta.
Entre cortina preta frisada.
Dos fundos para frente e laterais de relance.
No meio para uma volta pelo todo.
Da frente aparente, o que se esconde e o que escapa.
Princípios comuns, ângulos diferentes.
Interposição interminável , dos pontos de vista militantes mudam sempre de posição.
Traçados em grafite se estendem ao infinito, contentam-se na lápide, sepultada pela pisada da mulata sambista e consagrada pelo anjo azul.
Apoiado sobre parapeito, a fortificação isolada estabelece uma zona livre, inclusive do fogo do inimigo.
É um inútil translúcido que nem suspeita de sua presença presunçosa.
Abandonado, se acha divino.
Orfão se agarra a gramática, narrador a partir de palavras sem corpo. Signos se desintegram, idolatria da astrologia.
Caleidoscópios reflexivos na subexistência calada.
No ofício de salvar a pele é autodetetive a procura de indícios para encontrar sua casa.
Entre cortina preta frisada.
Dos fundos para frente e laterais de relance.
No meio para uma volta pelo todo.
Da frente aparente, o que se esconde e o que escapa.
Princípios comuns, ângulos diferentes.
Interposição interminável , dos pontos de vista militantes mudam sempre de posição.
Traçados em grafite se estendem ao infinito, contentam-se na lápide, sepultada pela pisada da mulata sambista e consagrada pelo anjo azul.
Apoiado sobre parapeito, a fortificação isolada estabelece uma zona livre, inclusive do fogo do inimigo.
É um inútil translúcido que nem suspeita de sua presença presunçosa.
Abandonado, se acha divino.
Orfão se agarra a gramática, narrador a partir de palavras sem corpo. Signos se desintegram, idolatria da astrologia.
Caleidoscópios reflexivos na subexistência calada.
No ofício de salvar a pele é autodetetive a procura de indícios para encontrar sua casa.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
não contém
Meu foco é igual aquilo que parece gás que sai da gasolina, existência etérea.
Sublimo o arranca rabo, porrada é em mim, sou porrada.
A mãe ardilosa, palavra de manta no meu inverno.
Fria, sem fome a observar como cão raivoso.
A recorrer sem arbítrio, imã de mãe atrai e me trai distraída.
A esquina aqui, aos solavancos nos becos de pedra.
Pedra tóxica no plexo, complexo reverso.
Sem propriedade, deveras sonhar.
Escalar a fantasia localizada numa geografia sem mapa.
A imagem aparece num instante de vida, no desejado sono da morte.
Abraços que confundem: necessários e ausentes.
Braços que carregam para o abandono, toma com as mãos para tirar.
No cheio sai de cena no vazio a se desprezar mas no entra e sai ainda respeita.
O olhar recai na quina, lá no alto, jogos de sorte e de azar.
Fixa, compenetrada se deixa modular...
Intensamente se convence que ver atrás de uma peneira pode ser tão relaxante.
Sublimo o arranca rabo, porrada é em mim, sou porrada.
A mãe ardilosa, palavra de manta no meu inverno.
Fria, sem fome a observar como cão raivoso.
A recorrer sem arbítrio, imã de mãe atrai e me trai distraída.
A esquina aqui, aos solavancos nos becos de pedra.
Pedra tóxica no plexo, complexo reverso.
Sem propriedade, deveras sonhar.
Escalar a fantasia localizada numa geografia sem mapa.
A imagem aparece num instante de vida, no desejado sono da morte.
Abraços que confundem: necessários e ausentes.
Braços que carregam para o abandono, toma com as mãos para tirar.
No cheio sai de cena no vazio a se desprezar mas no entra e sai ainda respeita.
O olhar recai na quina, lá no alto, jogos de sorte e de azar.
Fixa, compenetrada se deixa modular...
Intensamente se convence que ver atrás de uma peneira pode ser tão relaxante.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
precariedade
Antes a dor da erosão.
Enquanto ponte ou pórtico sustentado, por uma série de arcos, flecha retesada.
Com direção, curvas acentuadas aumentam sua preocupação.
Como imaginação, não quer atrito.
Quer ganhar espaço, com velocidade. Livre de variação natural.
Tomada de uma sensação de repouso, se apresenta nula e isolada do mundo exterior.
Retorna ao movimento, perde e ganha peso, força e importância.
Sua travessia mistura física e metafísica.
Ora é sublime e sem hora, com propriedade, frequenta o obscuro.
Do sonho consumado à ferida infeccionada, corre a vida vaga e prevista num canal nervoso e cariado.
Com ciência e ignorância, sorri com brilho incrédulo dos desentendimentos para manter sua única sabedoria.
Mesmo sem luz em meio a raios e trovões.
Enquanto ponte ou pórtico sustentado, por uma série de arcos, flecha retesada.
Com direção, curvas acentuadas aumentam sua preocupação.
Como imaginação, não quer atrito.
Quer ganhar espaço, com velocidade. Livre de variação natural.
Tomada de uma sensação de repouso, se apresenta nula e isolada do mundo exterior.
Retorna ao movimento, perde e ganha peso, força e importância.
Sua travessia mistura física e metafísica.
Ora é sublime e sem hora, com propriedade, frequenta o obscuro.
Do sonho consumado à ferida infeccionada, corre a vida vaga e prevista num canal nervoso e cariado.
Com ciência e ignorância, sorri com brilho incrédulo dos desentendimentos para manter sua única sabedoria.
Mesmo sem luz em meio a raios e trovões.
quarta-feira, 28 de março de 2012
circo
Acima do bem e do mal, sobretudo um juiz: como um pêndulo que conta em suas horas mortas a bomba biológica do ser que vive, respira, transpira, inspira, transpõe, se opõe e pira.
Traços de falta de primor estimulam o labor.
Defeitos incorporados ligam corpos que exercem pressão, revertidos em estados de bem ou mal estar.
Avaliando causas de procedência de estado, imaginam-se cenários, afirmam-se hipóteses, tomam-se decisões.
Somos nossos próprios juízes e vivemos vigiados, nossa condução é influenciada, colaboramos para os limites e viramos carrascos no cárcere de nosso espetáculo circense.
O desequilíbrio cruza os constante e se apresenta o imperfeito, o não acabado...
...na arena de jogos públicos.
Traços de falta de primor estimulam o labor.
Defeitos incorporados ligam corpos que exercem pressão, revertidos em estados de bem ou mal estar.
Avaliando causas de procedência de estado, imaginam-se cenários, afirmam-se hipóteses, tomam-se decisões.
Somos nossos próprios juízes e vivemos vigiados, nossa condução é influenciada, colaboramos para os limites e viramos carrascos no cárcere de nosso espetáculo circense.
O desequilíbrio cruza os constante e se apresenta o imperfeito, o não acabado...
...na arena de jogos públicos.
sábado, 10 de março de 2012
núcleo dessasociado
Partida,
início da desgraça motivada que engata enquanto conquista
A vista,
a lente embaçada a relancear o foco, reflete a luz ofusca o nítido
Corpo amorfo de célula
Pontos em deslocamento, dispensáveis raios vermelhos
Estalo da estática, retorno a si.
Estranho estar, quer a entranha do outro.
No centro do dessassosego, entre aqui e ali
Memória remota e próxima extirpada, destino ao deserto
Com a fecunda idéia de esperar a chuva secar
início da desgraça motivada que engata enquanto conquista
A vista,
a lente embaçada a relancear o foco, reflete a luz ofusca o nítido
Corpo amorfo de célula
Pontos em deslocamento, dispensáveis raios vermelhos
Estalo da estática, retorno a si.
Estranho estar, quer a entranha do outro.
No centro do dessassosego, entre aqui e ali
Memória remota e próxima extirpada, destino ao deserto
Com a fecunda idéia de esperar a chuva secar
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
básico
O dia começa da estática a estética.
Uma ideia fixa um sorriso branco, mas frouxo.
Saída: subida, descida, direita, esquerda
Organiza e engrena na bagunça,
Portão, rua...
Mãos soltas, tenho a direção
Cabelo em desordem, cabeça conduz
Miro a antena, sigo os fios
A faixa, preta e branca
Passa um, passam vários,
Alguém olhou para mim
Mas eu vi ela,
E outro e um casal,
duas moças com o cabelo preso igual.
Uma buzina
Um palavrão
Uma revolução?
Uma respiração...
Ali, uma placa
Sigo....
Nada mais faz sentido,
Agora maquiada como o coringa.
Uma ideia fixa um sorriso branco, mas frouxo.
Saída: subida, descida, direita, esquerda
Organiza e engrena na bagunça,
Portão, rua...
Mãos soltas, tenho a direção
Cabelo em desordem, cabeça conduz
Miro a antena, sigo os fios
A faixa, preta e branca
Passa um, passam vários,
Alguém olhou para mim
Mas eu vi ela,
E outro e um casal,
duas moças com o cabelo preso igual.
Uma buzina
Um palavrão
Uma revolução?
Uma respiração...
Ali, uma placa
Sigo....
Nada mais faz sentido,
Agora maquiada como o coringa.
Pedras
A dor da mágoa vem da percepção da indelicadeza do outro.
Quem atirou a primeira pedra, importa?
Mordido, o atacado sente-se magoado, logo no direito do ataque elevado a segunda potência, provoca a decepção ao agente da "indelicadeza".
Como uma faca de dois gumes, num faqueiro somente deste instrumento: causa e inconsequência.
O lado daquele que por uma vez foi indelicado e se encontra em desvantagem no ditado popular, “Quem atirou a primeira pedra?.
Logo, analisa a situação e provoca o estabelecimento de um acordo entre a primeira pedra que atirou e a inconsequencia da ofensa: a paz pelas desculpas honestas e recíprocas.
Para manter a igualdade e dissolver a agressividade.
Porém a casa sempre cai e a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.
Adultos razoáveis deveriam ter embutido de fábrica, falhas técnicas pois acordos que visam o perdão não estão viciados por mecanismos instrumentais e de dominação.
É um ciclo reintegrador, um rocambole de emoções, um redemoinho de atração,
Se por qualquer via é guerra, sejamos burros.
Quem atirou a primeira pedra, importa?
Mordido, o atacado sente-se magoado, logo no direito do ataque elevado a segunda potência, provoca a decepção ao agente da "indelicadeza".
Como uma faca de dois gumes, num faqueiro somente deste instrumento: causa e inconsequência.
O lado daquele que por uma vez foi indelicado e se encontra em desvantagem no ditado popular, “Quem atirou a primeira pedra?.
Logo, analisa a situação e provoca o estabelecimento de um acordo entre a primeira pedra que atirou e a inconsequencia da ofensa: a paz pelas desculpas honestas e recíprocas.
Para manter a igualdade e dissolver a agressividade.
Porém a casa sempre cai e a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.
Adultos razoáveis deveriam ter embutido de fábrica, falhas técnicas pois acordos que visam o perdão não estão viciados por mecanismos instrumentais e de dominação.
É um ciclo reintegrador, um rocambole de emoções, um redemoinho de atração,
Se por qualquer via é guerra, sejamos burros.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
cútis
Transpira as mãos, cerra o punho e desliza os dedos na palma, semi aberta e trêmula.
Mantêm o olhar atento e efusivo, aguarda a brecha para ser original.
Quer ser pilar do castelo de cartas com respaldo do real.
Inventa, imagina e compra as idéias.
É um mercador de desenganos.
Traz no corpo o paradoxo, o desassossego disfarçado de quietação.
Na gangorra se cala e fala como faca afiada.
Não se conforma com a rejeição.
De prontidão contorna com um sorriso largo o abismo das opiniões e enlaça a discórdia sem comoção.
Não é apático mas trata tudo com precisão.
Pálido, conserva o vigor.
Sozinho passa blush, dança de salto alto até o chão.
Ele e ela se incutem.
Mantêm o olhar atento e efusivo, aguarda a brecha para ser original.
Quer ser pilar do castelo de cartas com respaldo do real.
Inventa, imagina e compra as idéias.
É um mercador de desenganos.
Traz no corpo o paradoxo, o desassossego disfarçado de quietação.
Na gangorra se cala e fala como faca afiada.
Não se conforma com a rejeição.
De prontidão contorna com um sorriso largo o abismo das opiniões e enlaça a discórdia sem comoção.
Não é apático mas trata tudo com precisão.
Pálido, conserva o vigor.
Sozinho passa blush, dança de salto alto até o chão.
Ele e ela se incutem.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
agora ou nunca e sempre
Preso a terra, as frutas nascem do pé. Caminhamos conscientes para a cova e do calcanhar tiramos força para esta travessia.
A – O agora é tudo o que tenho, nada perco e tenho toda a possibilidade de ganho.
B – O futuro é o para onde me dirijo, toda cautela agora pois daqui repercute meu trajeto.
A – Isso de pensar à frente de seu tempo é uma maneira de encaixar as peças de uma engrenagem de uma máquina grande e voraz que supõe nos comandar. O presente é o desenvolvimento concreto e em tempo real de habilidades humanas, independe do projeto.
B – Hastear a bandeira do presente é inflar-se de vaidade, diante da criação e disseminação de momentos inteiramente construídos pelo esforço pessoal e consequentemente provocar uma crença neste forjador.
A – Equivaler o encantamento a uma fantasia é uma das coisas mais incrédulas, a vida tem seus momentos, suas travessias, ascenção e declínio. Prever é gastar energia do presente para um futuro confortável, abdicando da percepção do instante em que tudo pode mudar independente de sua fé num futuro aguardado.
B – Você parece um irresponsável, você pode perder agora por não se prender à nada e a soma de todos os instantes, o acúmulo do agora é o futuro. E se cada agora preso à nada é um futuro vazio...
A – As coisas derretem, secam, estragam. São perecíveis. Também terminam e recomeçam. Mais do que algo ou alguém que vai embora fica a história, a memória, o passado por perto, o presente a limpo e o futuro incerto ao longe.
B – Algumas coisas se conservam se são bem planejadas, não considero o perfil do homem somente no seu aspecto biológico, e mesmo assim a procriação é uma projeção que responde a permanência do homem.
A – Acho possível artificializar a vida sendo genuíno, mas implicada à inseparável imperfeição do ser humano e sua busca pela idéia e o perfeito que o tornam ao mesmo tempo e junto, ridículo. Enquanto os artifícios estão presentes para suprir falhas humanas, o estímulo do homem é justamente a busca para significar sua falível organização sendo transfigurada no desespero do desamparo. A solidão que habita cada um como verdade superiora e os artifícios para viver a mediocridade comum;
A – O agora é tudo o que tenho, nada perco e tenho toda a possibilidade de ganho.
B – O futuro é o para onde me dirijo, toda cautela agora pois daqui repercute meu trajeto.
A – Isso de pensar à frente de seu tempo é uma maneira de encaixar as peças de uma engrenagem de uma máquina grande e voraz que supõe nos comandar. O presente é o desenvolvimento concreto e em tempo real de habilidades humanas, independe do projeto.
B – Hastear a bandeira do presente é inflar-se de vaidade, diante da criação e disseminação de momentos inteiramente construídos pelo esforço pessoal e consequentemente provocar uma crença neste forjador.
A – Equivaler o encantamento a uma fantasia é uma das coisas mais incrédulas, a vida tem seus momentos, suas travessias, ascenção e declínio. Prever é gastar energia do presente para um futuro confortável, abdicando da percepção do instante em que tudo pode mudar independente de sua fé num futuro aguardado.
B – Você parece um irresponsável, você pode perder agora por não se prender à nada e a soma de todos os instantes, o acúmulo do agora é o futuro. E se cada agora preso à nada é um futuro vazio...
A – As coisas derretem, secam, estragam. São perecíveis. Também terminam e recomeçam. Mais do que algo ou alguém que vai embora fica a história, a memória, o passado por perto, o presente a limpo e o futuro incerto ao longe.
B – Algumas coisas se conservam se são bem planejadas, não considero o perfil do homem somente no seu aspecto biológico, e mesmo assim a procriação é uma projeção que responde a permanência do homem.
A – Acho possível artificializar a vida sendo genuíno, mas implicada à inseparável imperfeição do ser humano e sua busca pela idéia e o perfeito que o tornam ao mesmo tempo e junto, ridículo. Enquanto os artifícios estão presentes para suprir falhas humanas, o estímulo do homem é justamente a busca para significar sua falível organização sendo transfigurada no desespero do desamparo. A solidão que habita cada um como verdade superiora e os artifícios para viver a mediocridade comum;
domingo, 2 de outubro de 2011
Excepcionalmente comum.
Pessoas são venenos da venalidade de suas paixões.
O bem querer é a ratoeira que vê acima de maneira ampliada o caminho do rato.
A proximidade também é despojar-se do que é seu, ao concordar pensa-se também no inverso do que o outro diz.
O dia gira em torno do sol prevendo a noite.
Aqui não é Natal, papai Noel não vem.
O comportamento pede um copo, de coca, vodka.
Terrenos são senhores, valores são insanos.
Procura-se e admite. Inadapta-se e treina evolução.
Chove chora lá fora, coração no domingo botão de flor.
O bem querer é a ratoeira que vê acima de maneira ampliada o caminho do rato.
A proximidade também é despojar-se do que é seu, ao concordar pensa-se também no inverso do que o outro diz.
O dia gira em torno do sol prevendo a noite.
Aqui não é Natal, papai Noel não vem.
O comportamento pede um copo, de coca, vodka.
Terrenos são senhores, valores são insanos.
Procura-se e admite. Inadapta-se e treina evolução.
Chove chora lá fora, coração no domingo botão de flor.
Excepcionalmente comum.
Pessoas são venenos da venalidade de suas paixões.
O bem querer é a ratoeira que vê acima de maneira ampliada o caminho do rato.
A proximidade também é despojar-se do que é seu, ao concordar pensa-se também no inverso do que o outro diz.
O dia gira em torno do sol prevendo a noite.
Aqui não é Natal, papai Noel não vem.
O comportamento pede um copo, de coca, vodka.
Terrenos são senhores, valores são insanos.
Procura-se e admite. Inadapta-se e treina evolução.
Chove chora lá fora, coração no domingo botão de flor.
O bem querer é a ratoeira que vê acima de maneira ampliada o caminho do rato.
A proximidade também é despojar-se do que é seu, ao concordar pensa-se também no inverso do que o outro diz.
O dia gira em torno do sol prevendo a noite.
Aqui não é Natal, papai Noel não vem.
O comportamento pede um copo, de coca, vodka.
Terrenos são senhores, valores são insanos.
Procura-se e admite. Inadapta-se e treina evolução.
Chove chora lá fora, coração no domingo botão de flor.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Modestamente obscuro
Considerava ser um erro.
Era o erro principal que acertava pois tinha a certeza de que tudo sempre daria errado.
Ameaçada pelo seu lado sombrio, deixou vultos passageiros em sua trilha percorrida.
Marcas fugazes de feridas fantasmas vinham de dores agudas infiltradas.
Quando emergiam, cuidava para não ofender mas a enxurrada escorria sem eiras, nem beiras numa corrente impetuosa.
O medo interno transformava os ciclos em rotações aleatórias.
Invariavelmente revelava a verdade de uma invisível existência calada.
Esta desmantela o rígido que rege o certo e reorganiza-se ao rogar sua aflição.
Era o erro principal que acertava pois tinha a certeza de que tudo sempre daria errado.
Ameaçada pelo seu lado sombrio, deixou vultos passageiros em sua trilha percorrida.
Marcas fugazes de feridas fantasmas vinham de dores agudas infiltradas.
Quando emergiam, cuidava para não ofender mas a enxurrada escorria sem eiras, nem beiras numa corrente impetuosa.
O medo interno transformava os ciclos em rotações aleatórias.
Invariavelmente revelava a verdade de uma invisível existência calada.
Esta desmantela o rígido que rege o certo e reorganiza-se ao rogar sua aflição.
Hipopótamos
Ela dizia algo e todos a sua volta diziam justamente o oposto do que ela dizia.
Era uma contradição entre as coisas ingênuas que dizia e a percepção desse algo atribuído, dito errado que a regia e que não complementava nada e nem ninguém.
Ela não era parâmetro mas era modelo de coisas erradas.
A mágoa ficava ao fundo de tudo e reverter esse quadro era tarefa pesada e sem aliados.
Tinha ciência que os outros operavam seu destino, vista como bobinha, infantil e previsível, presa fácil que decidiu soltar o timão.
Para os governantes: essa nau segue em prantos, entorpecida, embriagada.
Uma demente, única e especial que em situação iminente de soltar lágrimas, que nada transformam, ri de hipopótamos.
Era uma contradição entre as coisas ingênuas que dizia e a percepção desse algo atribuído, dito errado que a regia e que não complementava nada e nem ninguém.
Ela não era parâmetro mas era modelo de coisas erradas.
A mágoa ficava ao fundo de tudo e reverter esse quadro era tarefa pesada e sem aliados.
Tinha ciência que os outros operavam seu destino, vista como bobinha, infantil e previsível, presa fácil que decidiu soltar o timão.
Para os governantes: essa nau segue em prantos, entorpecida, embriagada.
Uma demente, única e especial que em situação iminente de soltar lágrimas, que nada transformam, ri de hipopótamos.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Matéria, matéria em decomposição
matéria,
que compõe o brilho
dos que tem grande coração
campo de batalha onde
o vencedor encontra o ouro
Este que brilha,
pesa em nossa mão e
atrai uma multidão
Busca ao tesouro
inscrito em brasões.
Alguns, pegam pedaços
outros tocam em nuvens doces e
melam essa obstinação.
Imbatíveis e determinantes
achatam e vangloriam
respectivamente
o perdedor e o bem feitor.
para o critério externo
aqui a matéria está em decomposição
sem vértebra ou membro
busca abrigo e restos.
que compõe o brilho
dos que tem grande coração
campo de batalha onde
o vencedor encontra o ouro
Este que brilha,
pesa em nossa mão e
atrai uma multidão
Busca ao tesouro
inscrito em brasões.
Alguns, pegam pedaços
outros tocam em nuvens doces e
melam essa obstinação.
Imbatíveis e determinantes
achatam e vangloriam
respectivamente
o perdedor e o bem feitor.
para o critério externo
aqui a matéria está em decomposição
sem vértebra ou membro
busca abrigo e restos.
Boulevard
O que mantinha a vida dentro
era pura representação.
Numa flor corta o caule e
sua função é decoração.
Seja ela desabrochada ou em botão
sua duração determina
quando derramar a água
para um novo enfeite que
forja vida.
A representação é a contemplação
de beijos doces e abraços ternos
em sua austeridade
enfeitam praças.
Seus corações
compõem um ar do campo
numa atmosfera urbana.
Mas são corruptos,
pois pensam em vender
a imagem da felicidade
para toda a cidade.
Onde a competição
entre duplas formadas
é instalada.
Esses atores, nos bastidores
se deparam com coisas
que não são divulgadas.
era pura representação.
Numa flor corta o caule e
sua função é decoração.
Seja ela desabrochada ou em botão
sua duração determina
quando derramar a água
para um novo enfeite que
forja vida.
A representação é a contemplação
de beijos doces e abraços ternos
em sua austeridade
enfeitam praças.
Seus corações
compõem um ar do campo
numa atmosfera urbana.
Mas são corruptos,
pois pensam em vender
a imagem da felicidade
para toda a cidade.
Onde a competição
entre duplas formadas
é instalada.
Esses atores, nos bastidores
se deparam com coisas
que não são divulgadas.
trocas injustas
antevê o inglorioso
nos pilares honrados
desbanca a si mesmo
luta por igualdade
percebe o outro com empatia
pisa em sua cabeça
para sentir a pureza
respira o podre
inala a vaidade e
se orgulha da simplicidade
Inverte os sentidos orientais
deste lado pensa no outro
mas não quer ser vencido
deixar tudo de bom que tem
como herança de um coração
que se sacrificou
pensando no outro
que o envenena.
nos pilares honrados
desbanca a si mesmo
luta por igualdade
percebe o outro com empatia
pisa em sua cabeça
para sentir a pureza
respira o podre
inala a vaidade e
se orgulha da simplicidade
Inverte os sentidos orientais
deste lado pensa no outro
mas não quer ser vencido
deixar tudo de bom que tem
como herança de um coração
que se sacrificou
pensando no outro
que o envenena.
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